O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Valinhos iniciou, nesta semana, discussões internas sobre a possibilidade de realizar uma paralisação. Segundo a entidade, a medida não é um objetivo em si, mas uma consequência da dificuldade de diálogo com a atual gestão. O sindicato reforça que qualquer mobilização tem como finalidade proteger direitos e garantir boas condições de trabalho para os cerca de 3.000 servidores municipais.
De acordo com o sindicato, diversos temas considerados essenciais para a carreira pública têm avançado pouco ou não têm recebido resposta adequada da Prefeitura. Entre os pontos citados estão:
- dificuldades de diálogo para definir o índice de reajuste salarial;
- falta de avanço no Plano de Cargos, Carreira e Salários, que o sindicato lembra ter sido promessa de campanha do prefeito;
impasse na renovação do Estatuto do Magistério; - Ausência de definição sobre o reconhecimento das ADIs como professoras;
- falta de encaminhamento sobre o adicional por risco de morte para a Guarda Municipal;
- demora na implantação do adicional de 40% à saúde, tema que já possui decisão judicial transitada em julgado, segundo a entidade;
- incertezas na discussão sobre a proposta da Prefeitura de contratar convênio médico com a Unimed;
- preocupação com o risco de aposentados ficarem sem plano de saúde caso o convênio seja alterado;
- e dificuldades na negociação sobre a remoção de professores.
O presidente do sindicato, Valteni Santos, afirma que a categoria deseja diálogo e que a paralisação só será considerada diante da falta de alternativas.
“Nosso papel é defender os servidores. Toda discussão que fazemos tem um único propósito: garantir direitos, respeito e condições dignas de trabalho para cerca de 3.000 funcionários públicos que mantêm a cidade funcionando todos os dias. O sindicato sempre buscou a mesa de negociação. O problema é que não há retorno da gestão”, disse.
Valteni reforça que a possível paralisação ainda está em fase inicial, mas que o sentimento entre os trabalhadores é de crescente insatisfação.
“Os servidores estão cansados de esperar. Tem questões paradas há meses e outras há anos. Não estamos pedindo nada além de diálogo transparente e soluções concretas”, afirmou.
A reportagem pediu um posicionamento da Prefeitura sobre a questão, mas até o fechamento dessa edição não houve retorno. Se isso acontecer, o conteúdo será atualizado no portal.



