O especialista

Em um lugar distante da Terra, uma empresa instalada em uma cidade enfrentava sérias dificuldades internas. A operação era complexa e sensível, lidando diretamente com a vida humana. Nesse ambiente, qualquer erro, seja de processo, procedimento ou decisão, poderia provocar consequências graves e colocar pessoas em risco.
Diante de cenários assim, costuma-se lembrar de uma regra simples, mas muitas vezes negligenciada: quando o problema surge, é preciso chamar o especialista. Não se improvisa quando vidas estão em jogo. Profissionais capacitados existem em todas as áreas e são eles que devem assumir a responsabilidade diante de situações críticas.
Se a parte elétrica de uma empresa apresenta falhas, por exemplo, a solução não é pedir que alguém sem preparo tente resolver o problema. O correto é chamar um eletricista qualificado, com conhecimento técnico e experiência para identificar a causa e realizar o reparo com segurança. Da mesma forma, se ocorre um incêndio, o caminho é acionar o Corpo de Bombeiros. Não faz sentido ligar para a polícia para apagar o fogo. Em emergências médicas, também não há espaço para dúvidas, é preciso chamar o serviço de atendimento de urgência ou levar a pessoa imediatamente ao hospital.
O mesmo princípio vale para a gestão. Quando uma organização perde o rumo, com processos desorganizados e decisões equivocadas, a solução passa por recorrer a especialistas capazes de reorganizar estruturas, revisar procedimentos e orientar equipes. Esses profissionais têm a capacidade de colocar cada processo no lugar certo, alinhar estratégias e ajudar cada colaborador a desempenhar melhor o seu papel, garantindo que a empresa cumpra o propósito para o qual foi criada.
Essa lógica simples, de confiar em quem realmente entende do assunto, já foi ilustrada inúmeras vezes em histórias e exemplos do mundo real. Em uma delas, um grande navio apresentou uma falha grave em seu motor. Diversos técnicos tentaram resolver o problema sem sucesso, até que um especialista foi chamado. Ele examinou o equipamento por alguns minutos, pegou uma ferramenta, apertou um único parafuso e o motor voltou a funcionar perfeitamente. Ao ser questionado sobre o valor do serviço, explicou que apertar o parafuso custava pouco, caro mesmo era saber exatamente qual parafuso apertar.
Assim, como no navio, nas empresas e na vida, a diferença entre o caos e a solução muitas vezes está nas mãos de quem realmente conhece o caminho, o especialista.

Sinomar Augusto do Nascimento

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