Ladrões invadem Acesa Capuava, furtam equipamentos e comida e deixam prejuízo de R$ 30 mil

Uma invasão seguida de furtos registrada na madrugada desta quinta-feira (16) voltou a escancarar a sensação de insegurança em Valinhos. A Acesa Capuava, entidade que atende cerca de 200 pessoas, foi alvo de criminosos que arrombaram o prédio e levaram equipamentos e alimentos essenciais para o funcionamento das atividades.

O assunto foi tema de reportagem no portal G1. Os invasores tentaram entrar pela frente, mas acabaram acessando o local pelos fundos, onde quebraram portas, vidros e até câmeras de segurança. 

Após conseguirem entrar, foram diretamente à cozinha, de onde levaram eletrodomésticos, utensílios e toda a carne armazenada no freezer, além de outros alimentos que seriam utilizados ao longo do mês. 

O prejuízo estimado é de cerca de R$ 30 mil, somando os danos estruturais e os itens furtados. Por conta da ação criminosa, a entidade precisou suspender o atendimento durante parte do dia, e a cozinha ficou fechada para reparos, comprometendo diretamente os serviços oferecidos à população atendida. 

A Acesa é uma associação filantrópica que oferece atendimento gratuito a crianças, adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual, deficiência múltipla e surdez. 

Outros

O caso, no entanto, não é isolado. Segundo a própria direção da entidade, esta foi a quinta invasão registrada no local — um dado que reforça o cenário de vulnerabilidade e levanta questionamentos sobre a efetividade das medidas de segurança na região. 

A presidente da instituição, Fernanda Teixeira, lamentou o ocorrido e destacou a gravidade da situação em entrevista ao Terceira Visão. “É a quinta vez que a Acesa é invadida. O mais preocupante é que isso interrompe o atendimento gratuito, prejudicando diretamente as crianças e suas famílias”, afirmou.

Ela também reforçou a necessidade de medidas mais efetivas de segurança, alertando para a vulnerabilidade da região e o risco de novos casos.

A Guarda Municipal de Valinhos informou, por meio de uma nota oficial, que realiza patrulhamento diário na região, conforme acordo firmado com a entidade em 2025. “A equipe do Centro de Operações e Inteligência (COI) está em cooperação com a entidade, analisando imagens de câmeras de segurança para identificar os autores”, completou.

Ainda assim, a recorrência dos crimes evidencia uma falha persistente na prevenção, deixando instituições que prestam serviços essenciais à mercê da criminalidade.