A assertividade é uma poderosa ferramenta da psicologia. Implica em uma comunicação sem ser passiva ou agressiva.
Quando temos convicção de que não estamos violando ou desrespeitando uma pessoa ou situação, então estaremos sendo assertivos falando sem ofender tudo aquilo que é importante para nós mesmos.
E me refiro às relações amorosas, de trabalho, amizade e familiares.
Estabelecer nossos limites!
E ninguém nasce submisso.
Não é algo herdado ou hereditário.
E sim algo aprendido paulatinamente, desde a nossa primeira infância, construindo nossa visão de mundo através das nossas experiências.
São inúmeros os motivos inconscientes que nos fazem agir de maneira não assertiva: medo de rejeição, abandono, dependência emocional, etc. A nossa personalidade também contribui para esse cenário.
Recomendo a leitura do livro – Não, obrigado, do autor português Walter Riso, onde ele descreve situações dos seus pacientes que vivenciou em seu consultório (ele é psicólogo). Uma leitura de fácil entendimento.
Situações como a que irei descrever abaixo:
“Narra a história de uma mulher, a filha mais velha de 5 irmãos que moravam com a mãe, e fazia tudo para não contrariar a família. Cozinhava para mais de 20 pessoas no domingo sem ajuda das irmãs ou sobrinhos. Ajudava financeiramente irmãos e sobrinhos. Achava que sua mãe devia intervir e não fazer os almoços aos domingos.
Ela aceitava tudo para não ser motivo de indisposição entre a família. Todos a procuravam para conselhos. Ela se sentia muito sobrecarregada.
Até um momento que ela decidiu conversar com a sua mãe e falar que ela não iria mais cozinhar e nem resolver os problemas familiares. Que iria priorizar a sua vida e suas necessidades.
A mãe surpresa lhe pediu desculpas e disse que não imaginava que a filha se sentisse assim. Cessaram os almoços aos domingos e todos os limites ultrapassados!
Por isso a importância de saber quais são os nossos limites.
Algumas perguntas feitas com honestidade a si mesmo, podem ajudar:
O que eu não quero fazer ? (Lembrando que eu tenho o direito de não querer).
Até onde podem ir comigo ?
O que eu tolero e o que eu não tolero ?
Se posicionar na vida não é egoísmo , e sim um ato de amor próprio. Não é digno violar sua essência para “não desagradar” .
Outro ponto para nortear nossos limites além do que eu quero fazer, é a pergunta: eu posso fazer?
Por exemplo, se para ajudar uma pessoa eu preciso desmarcar um compromisso importante (exemplo meu trabalho).
Estou ultrapassando os meus limites e me prejudicando para ser útil a alguém.
Porém ser assertivo nem sempre é fácil porque vamos lidar com a reação da outra pessoa.
E que muitas vezes, além de não saber que está invadindo os nossos limites, tem a boa intenção da parte dela.
Por isso avisar antes a pessoa que você deseja conversar com ela.
Escolha um bom momento, com tom de voz sem ser agressivo, em primeira pessoa, explique como você se sente quando a pessoa tem tal atitude e em seguida diga como você gostaria que ela agisse com você de agora em diante.
Mesmo que a pessoa não aceite, continue firme na sua postura e decisão que com o tempo as pessoas entenderão e começarão a te respeitar.
Lembrando que ser assertivo é um processo. Não se culpe ou desanime se em algum momento não conseguir colocar o limite. Mudanças incluem novos hábitos e estes só com treino e persistência. Mas é sempre possível e logo sentirá os efeitos funcionais positivos .
E procure por profissionais qualificados para te ajudar no seu processo de autoconhecimento.
Faz sentido pra você?

Magda Medeiros – Inteligência Emocional – Liderança – Mentoria Instagram: magdamedeiros.oficial Atendimento on-line e presencial.


