Campinas registra maior número de casos de coqueluche dos últimos seis anos

Campinas registrou o maior número de casos de coqueluche nos últimos seis anos. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, divulgados nesta quinta-feira, 17, foram 24 casos confirmados desde janeiro deste ano. Antes disso, o maior número de casos tinha sido em 2018, com 54 casos.

Nos últimos anos, a cidade vinha registrando números muito baixos de casos confirmados. Em 2019, foram 15 casos, enquanto que em 2020, 2021, 2022 e 2023 os números foram menores ainda, foram 3, 1, 0 e 1 número de casos respectivamente. Antes de 2018, o total de casos era ainda maior. Em 2014, foram 124 casos, o maior em 12 anos. Em seguida, 2012 e 2013 aparecem com 88 e 84 casos, enquanto que em 2015, 2016 e 2017 foram 24, 30 e 37 casos, respectivamente.

A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível e causada pela bactéria Bordetella Pertussis. Ela compromete o aparelho respiratório, traqueia e brônquios, e se caracteriza por ataques de tosse seca. A enfermidade está presente no mundo todo e é transmitida por tosse, espirro ou fala de pessoa contaminada. Em crianças com até 5 meses apresenta-se de forma mais grave e pode levar à morte.

O aumento de casos neste ano reforça os cuidados necessários para prevenção. Neste sentido, a saúde de Campinas reforça a importância da vacinação. Sendo a principal medida preventiva contra a coqueluche, a vacina é disponibilizada no Brasil de duas formas: com aplicação pentavalente (disponível no SUS) e hexavalente (rede privada).

No país, a meta para cobertura vacinal contra a doença é de 95%, sendo que em 2023 o valor chegou a 94,97% em Campinas. Em julho deste ano, o Ministério da Saúde chegou a ampliar o público alvo do imunizante, passando a disponibilizar a vacina para profissionais da saúde nas áreas de atendimento direto com crianças e gestantes e para trabalhadores que atuam em berçários e creches, com atendimento de crianças até 4 anos de idade.

A vacina pentavalente protege contra a coqueluche e ainda contra a difteria, o tétano, a hepatite B e o Haemophilus influenzae do tipo b, que causa meningite. Para crianças, o esquema primário funciona com três doses pentavalentes aos 2, 4 e 6 meses, seguido de reforço com DTP, que protege contra difteria, tétano e pertussis – tríplice bacteriana. Para profissionais da saúde, educadores e gestantes, a vacinação é realizada em uma dose.

As doses estão disponíveis em todas as unidades básicas e as salas de vacinação funcionam conforme o horário de cada uma. Não há necessidade de agendamento.