Vinhedo confirmou a primeira morte por febre maculosa depois de nove anos sem registros. A confirmação foi divulgada na última terça-feira, 23, depois dos resultados terem sido confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz. A vítima é um jovem de 18 anos que deu entrada no Hospital Galileo, em Valinhos, no dia 26 de agosto e veio a óbito no dia seguinte, 27 de agosto.
O caso foi a primeira morte registrada em Vinhedo desde 2016, sendo que nos últimos cinco anos a cidade registrou apenas três casos da doença, todos com evolução para cura. Agora, a Secretaria de Saúde reforça que a febre maculosa é uma doença grave transmitida por carrapatos e que a população deve manter atenção redobrada às medidas preventivas.
Para conscientizar e proteger a comunidade, Vinhedo realiza ações educativas em áreas de risco, sinaliza pontos críticos e distribui materiais informativos com orientações sobre prevenção. Entre as recomendações estão o uso de roupas que protejam a pele durante atividades ao ar livre, inspeção cuidadosa de animais domésticos e quintais, e a busca imediata por atendimento médico ao surgirem sintomas como febre, calafrios, dores no corpo e manchas vermelhas na pele.
A Secretaria de Saúde reforça que qualquer área considerada de risco para a infecção está devidamente sinalizada e orienta a população a seguir as medidas preventivas indicadas. Um panfleto informativo com instruções detalhadas está disponível para download no site oficial da Prefeitura e nos pontos de atendimento à saúde.
Dentre os cuidados necessários, além de evitar áreas de risco, é necessário o uso de roupas protetoras, como calças compridas, camisetas de manga longa e sapatos fechados e dar preferência a roupas claras para facilitar a visualização do carrapato. Em caso de contato com áreas de vegetação ou de risco, é importante sempre verificar cuidadosamente todo o corpo, caso encontre algum carrapato, é importante que a retirada seja feita com pinça, evitando esmagar o inseto. Além disso, a Secretaria de Saúde também recomenda a proteção de animais domésticos, sendo necessário passar regularmente produtos antiparasitários indicados por veterinários em cães e gatos, além de evitar que os animais transitem em áreas de risco ou infestadas por carrapatos. Por fim, em caso de suspeita ou sintomas como febre, calafrios, dores musculares, manchas vermelhas na pele ou histórico de exposição em áreas de risco, o serviço médico deve ser procurado imediatamente, sendo sempre recomendado que o paciente indique que esteve em áreas de risco, facilitando então o diagnóstico.

